Primeiro curso da Bit Zero
Conforme divulgado aqui e aqui, eu e Iury lecionamos um curso de Férias de ASP.NET que iniciou no dia 14/12 e terminando ontem, dia 24/12, superando nossas espectativas.
Com o ótimo feed back que recebemos dos alunos, resolvemos criar uma matéria legal com fotos de um dia nosso de curso. Em especial o dia em que chegaram as camisas da M$.
Vale ressaltar que os alunos são muito bons. É fato que ao criar um Curso de Férias, somente alunos e profissionais interessados em aprender e desenvolver novas habilidades é que fazem a inscrição, o que proporciona um curso muito melhor para todos, diferente de um Colégio, uma Faculdade ou Universidade que temos por aí.
Subindo as escadas olha o que encontramos! Bora para sala 08!

Opa! Sala 08

Eu e Iury com a camisa pra ficar bonito na foto… Ou não
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Do lado da primeira plaquinha de cursos da Bit Zero

Equipe completa (alunos e professores) na hora do Coffee Break

Hora de estudar!

Infelizmente alguns alunos não sairão nas fotos pois faltaram justamente no dia em que decidimos fazer a cobertura. Como o curso está andando muito bem, decidimos por bem organizar um curso especial sobre a tecnologia LINQ para o mês de Janeiro. Em breve será divulgado com mais detalhes na Bit Zero.
Segue um feed back por escrito que recebemos dos alunos:
- Pontos positivos: Dinâmico, Bem Aplicado, Período Favorável, Caso de Estudo Real, Introdução às Ferramentas e Instrução dos Professores
- Pontos negativos: Tempo Curto, Tempo para Práticas
- Necessidades no Curso: Mais Tempo para Práticas
- Nota Geral de 1 a 5: 4,5
- Nota Sobre 2 Professores em 1 único Curso de 1 a 5: 5
Considerações da Bit Zero: Por ser um curso de férias, o tempo curto já estava previsto. Mas pensamos em uma maneira para amortecer este impacto, elaborando um material de acompanhamento por aula, permitindo o aluno revisar quando quiser os assuntos abordados aula-a-aula. Falha nossa.
Para nosso primeiro curso com um feedback tão bom, decidimos criar nosso próximo curso e aproveitamos também para divulgar: Programando com LINQ. Será realizado em Janeiro. Mais detalhes em breve no site oficial.
Sorteamos também o livro para treinamento para certificação Microsoft entre os presentes no último dia, onde o contemplado foi Thiago (primeiro de costas na última foto com um moicano), parabens!
É interessante dizer também que a Bit Zero está criando modalidades específicas para Cursos de Férias, ou seja, seremos sim focados a princípio em Cursos de Férias.
Deixamos um muito obrigado para os alunos que responderam pacientemente os questionários. Sabemos que é chato, mas vai nos ajudar a criar melhores oportunidades para os estudantes e futuros profissionais do mercado através de novos cursos e principalmente aprimorar constantemente o modelo de aulas.
PS 1: Fizemos uma pesquisa no primeiro dia de aula e descobrimos que um dos alunos achou o curso pelo Google!!
PS 2: Como diria o Azaghal: Chupa essa Entidade cujo nome não irei dizer!
[Versão Editada]
Curso de Férias em ASP.NET (Inscrições Reabertas)
Visto a demanda e requisições para o curso de Férias divulgado neste post, resolvemos (eu e Iury) extender o período de inscrições.

As incrições estarão abertas até o dia 14 de Dezembro de 2009. FAÇA AGORA!!!
Tecnofeira 2009: Impressões
Como dito anteriormente, neste último sábado, 21 Novembro, resolvi dar uma passada na Tecnofeira juntamente com meu amigo Iury para prestigiar os trabalhos dos alunos e aproveitar para divulgar o Curso de Férias.
A Feira este ano estava bem diferente das que eu participei, com um sistema de premiação muito melhor do que antes, baseado em colocar uma estrela dourada em cima do estande dos alunos com o texto Destaque Acadêmico. Claro que nem todo sistema de premiação é perfeito, afinal de contas, conseguimos encontrar projetos não premiados que mereciam o prêmio, e projetos premiados que não mereciam.
O interessante nesta feira, é notar que a maioria dos alunos não possuiam interesse em seguir a profissão, o que me leva a pensar como os pais devem obrigar os filhos a fazer um curso técnico que por padrão, exige muita dedicação do aluno para que ele se saia bem como profissional. Também é importante lembrar que existem muitos alunos já trabalhando na área e com metas para cumprir, fazer faculdade, etc. E felizmente, ainda encontramos alunos que não conseguiram uma oportunidade no mercado mas que ainda não desistiram e estavam alí para provar seu valor e tentar ganhar um estágio em alguma empresa. Há também os indecisos. Acreditem ou não, eu formei o ensino técnico no Cotemig como um indeciso, e hoje somo 5 anos de experiência como Analista de Sistema e Desenvolvedor.

Na feira, foi possível encontrar trabalhos interessantes, fazendo uso ou não de touch-screen para restaurantes, etc. Em grande parte, as equipes demonstraram grande interesse em desenvolver um trabalho de qualidade, o que nos rendeu algumas 5 ou 6 horas visitando os estandes.
É importante dizer também os trabalhos que achei mais interessantes, avaliando os seguintes pontos:
- Interesse da equipe como um todo em seguir na área
- Pesquisa de campo para descobrir um problema e procurar soluções
- Qualidade da solução técnica para um determinado problema
- Qualidade da apresentação
No caso, foram três Equipes:
- ArboSystem: Todos os membros da equipe comprometidos com o trabalho e com planos para seguir a profissão, mostraram propriedade na apresentação, fizeram um estudo de caso real em Belo Horizonte. Dentre todos os trabalhos, este foi o que mais se destacou devido à variedade de tecnologias utilizadas e a qualidade do trabalho final.
- Blue Supplier: Todos os membros da equipe comprometidos com o trabalho, mas nem todos com interesse em seguir na área. Mostraram propriedade na apresentação, na qual eu não susseguei até eu receber uma mensagem em bluetooth. E não menos importante, o líder da equipe (Amorim) trabalhou com o Iury na Nitrato.
- Fisio Soft: Todos os membros da equipe comprometidos com o trabalho e com planos para seguir a profissão, mostraram propriedade na apresentação, fizeram um estudo de caso real com uma Academia na qual o sistema será implantado.
Existiram outros ótimos trabalhos, mas estes são os que avaliei como os melhores, baseado nos quesitos acima.
Boa sorte aos alunos, qualquer que seja a profissão que desejam seguir. Estão de parabéns!
Microsoft WebsiteSpark
Posted by wallck in .NET, Developer, SQL Server on 18 de novembro de 2009
Assim como o DreamSpark, voltado para estudantes, a Microsoft lançou um serviço para pequenas empresas que desenvolvem para a Web com ferramentas da Microsoft, é o WebsiteSpark.
O WebsiteSpark vai distribuir os seguintes aplicativos para as empresas sem custo algum:
- Expression Studio 2 ou 3.
- Expression Web 2 ou 3.
- SQL Server 2008.
- Visual Studio 2008.
- Windows Server 2008.
Clique na imagem acima para acessar a página oficial!
ASP.NET: GridView DataFormatString
Como tem um tempinho que não programo para ASP.NET e ultimamente eu comecei a desenvolver um pequeno projeto, tive que lembrar como diabos formatar os dados que aparecem no GridView. Depois de consultar a documentação, aqui vão alguns modelos para auxiliar quem quer que necessite do recurso:
- {0:C} Currency Format (Moeda)
- {0:D} Decimal Format
- {0:E} Exponencial Format
- {0:F} Fixed Format
- {0:G} General Format
- {0:N} Number Format
- {0:X} Hexadecimal Format
Agora vamos a alguns exemplos práticos mais utilizados:
- Formatar um número decimal para um formato em Moeda:
Número: 1,979. Aplicando {0:C}, temos R$ 1,98
- Formatar uma número decimal para um formato com duas casas decimais:
Número: 10,154809. Aplicando {0:N2}, temos 10,15
- Formatar um número inteiro para um formado com 5 casas completadas com zero:
Número: 12. Aplicando {0:00000}, temos 00012
- Formatar um DateTime no formato dd/MM/yyyy:
Data: 2009-11-16 00:00:00.000, Aplicando {0:dd/MM/yyyy}, temos 16/11/2009
É bem tranquilo não é? A documentação completa você encontra aqui.
Cursos Bit Zero
Hoje, a Bit Zero está iniciando um projeto de cursos presenciais em belo horizonte, abordando temas relacionados à área de desenvolvimento de sistemas.

Para mais detalhes sobre o curso, clique aqui.
As inscrições estarão abertas até 27/11/2009 ou enquanto houver vagas, por aqui.
Tecnofeira 2009
O Colégio Cotemig procura em conjunto com os alunos do último ano do ensino técnico em Informática Gerencial, promover a Tecnofeira, na qual realizada no Minascentro e aberta ao público, faz a exposição do trabalho desenvolvido pelos alunos, com o objetivo de aproximá-los do mercado, das pessoas e dos possíveis clientes.
Eu já participei duas vezes da feira, em 2002 e em 2004 e fui primiado em com o 1° e 2° lugares respectivamente como melhores projetos.

Para os alunos, a experiência não é mensurável. O contato com o mundo e o fato de expor o trabalho para profissionais da área, empresários, possíveis clientes ou mesmo entusiastas por tecnologia torna o evento uma excelente oportunidade de experiência profissional.
Eu pelo menos, ao dizer a seguinte frase para meu primeiro chefe:
- Sabia que eu desenvolví os melhores projetos da Tecnofeira quando participei?
Recebí a seguinte resposta:
- É por isto que você está aqui.
No evento deste ano, terão passado 5 anos desde que participei pela última vez. Agora sou eu é quem estarei lá para prestigiar os trabalhos dos alunos. Compareçam também!
Tomei a decisão final
A verdade é que me falta tempo para desenvolver meu próprio blog. O que não posso fazer agora é reinventar a roda. Sendo assim, este será sim o meu Blog Oficial, já contradizendo este post.
Já aproveitei e fiz a migração de muitos posts do antigo blog.
Have fun!
CSBC 2010
Ano que vem, BH vai receber o CSBC (Congresso da Sociedade Brasileira de Computação). E como já podemos esperar de todo CSBC, será o maior e mais importante evento da SBC, em que professores, pesquisadores, estudantes e profissionais do Brasil e do exterior apresentam e discutem temas relacionados aos últimos avanços científicos, tecnológicos, educacionais e políticos na área de Computação no país.

Neste evento, contaremos com a coordenação dos professores da PUC-MG: Fábio Tirelo e Lucila Ishitani. Ambos contatos estão disponíveis no site oficial do evento. Abrindo aspas aqui, no evento Student To Business organizado em parceria da Microsoft com a PUC-MG, em 2008, tive a oportunidade de atuar como palestrante através do programa Microsoft Student Partners e conhecer estes professores, o que eu já garanto confiabilidade total na qualidade do evento. Fecha aspas.
Tenho certeza que agora é a oportunidade de pesquisar, trabalhar, escrever e tentar publicar um artigo científico. Tentarei explorar algo relacionado à banco de dados orientados a objetos, área na qual tenho me esforçado bastante em meus devaneios minhas pesquisas. Enfim, ainda não sei quais temas serão propostos, mas nada como ter o maior evento da sociedade brasileira de computação bem ao lado de casa (é sério). Será que eu consigo cobrar a estadia em minha casa? =P
Para acompanhar as novidades, que até então não são muitas, é possível utilizar o twitter, o que percebe-se ser uma excelente mídia para divulgação. Espero que seja atualizado com maior frequência, visto que até hoje só tiveram duas micro-postagens.
Entrevista com Dr. Roberto Shinyashiki
Recebi um email muito interessante, sobre uma entrevista com o Dr. Roberto Shinyashiki. Recomendo a todos a leitura. Segue na íntegra o conteúdo:
A revista ISTO É publicou esta entrevista com o Dr. Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional. Em ‘Heróis de Verdade’, o escritor combate as aparências, diz que falta ao Brasil competência, e não auto-estima.
ISTO É: Quem são os heróis de verdade?
RS: Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu à pena, porque não conseguiu ter o carro, nem a casa maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa, possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitem que erram.
ISTO É: O Senhor citaria exemplos?
RS: Quando eu nasci minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos, empregado em uma farmácia. Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis. Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem. Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito ‘100% Jardim Irene’. É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana. Em países como o Japão, a Suécia e a Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata? Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher, que embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego, que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.
ISTO É: Qual o resultado disso?
RS: Paranóia e depressão cada vez mais precoce. O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece. A única coisa que prepara uma criança para o futuro, é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos. Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas. Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.
ISTO É: Por quê?
RS: O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência. Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras. Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa. Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei-a na hora. Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.
ISTO É: Há um script estabelecido?
RS: Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um presidente de multinacional no programa ‘O Aprendiz’? – Qual é seu defeito? Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal: – Eu mergulho de cabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar. É exatamente o que o Chefe quer escutar. Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido? É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder. O vice-presidente de uma das maiores empresas do planeta me disse: ‘Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir’. Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor!
ISTO É: Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
RS: Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência. Cuidado com os burros motivados. Há muita gente motivada fazendo besteira. Não adianta você assumir uma função, para a qual não está preparado. Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão. Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso, para o qual eu não estava preparado. Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia. O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.
ISTO É: Está sobrando auto-estima?
RS: Falta às pessoas a verdadeira auto-estima. Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa. Antes, o ter conseguia substituir o ser. O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom. Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser, nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer. As pessoas parecem que sabe, parecem que faz, parecem que acredita. E poucos são humildes para confessar que não sabem. Há muitas mulheres solitárias no Brasil, que preferem dizer que é melhor assim. Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.
ISTO É: Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
RS: Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis. Quem vai salvar o Brasil? O Lula. Quem vai salvar o time? O técnico. Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta. O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia: ‘Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham’. Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia. Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo. A gente tem de parar de procurar super-heróis, porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.
ISTO É: O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
RS: Exatamente. A gente não é super-herói nem super-fracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso. Hoje, as pessoas estão questionando o Lula, em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram. A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.
ISTO É: Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
RS: Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente. Há várias coisas que eu queria e não consegui. Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos). Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos. Com uma criança especial, eu aprendi que, ou eu a amo do jeito que ela é, ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse. Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo. O resto foram apostas e erros. Dia desses apostei na edição de um livro, que não deu certo. Um amigão me perguntou: ‘Quem decidiu publicar esse livro?’ Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir.
ISTO É: Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
RS: O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las. São três fraquezas: A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança. Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards. Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates. O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.
ISTO É: Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
RS: A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade. A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se eles não tivessem significados individuais. A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todo o dia. A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: Você tem de fazer as coisas do jeito certo. Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz, enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família o com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo à praia ou ao cinema. Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: ‘Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz’. Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.



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